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Resenha Netflix: série Maniac (2018).

Quem nunca sonhou em ter todos seus traumas apagados tomando três pílulas e umas horas vivenciando conscientemente os piores momentos da sua vida com um computador? Parece em um primeiro momento impossível, mas me faz ao mesmo tempo sonhar um pouco acreditando na possibilidade de isso acontecer futuramente, com todos os avanços que a tecnologia tem nos proporcionado, não é mesmo?

Os dois protagonistas da série: Owen Milgrim, interpretado pelo ator Jonah Hill, e Annie Landsberg, Emma Stone.

A série ocorre ao redor da psique humana, com toda sua fragilidade e complexidade, mas também nos faz aos poucos questionar sobre como as pessoas com patologias mentais são enxergadas pela sociedade. Baseada em uma série norueguesa com o mesmo nome, Maniac, conta as histórias de Owen (Jonah Hill), um esquizofrênico paranoico, recém-desempregado, cujos únicos vínculos emocionais são com uma família que o despreza e o chantageia emocionalmente e Annie (Emma Stone), uma viciada em drogas, traumatizada pela culpa e tristeza pela morte de sua irmã mais nova.

Ambos os personagens vivem no que chamamos de uma versão distópica de Nova York, onde você pode contratar um “Friend Proxy” para curar a solidão, ou um “Ad Buddy” para pagar suas contas, garantindo que você permaneça  sempre sozinho, e de certa forma, quebrado. Seguindo esse sistema, os personagens buscam uma instituição farmacêutica, a NPB (Neberdine Pharmaceutical Biotech), seja para ganharem um bom dinheiro e conseguirem o medicamentos usados para utilizarem com válvula de escape da nossa então realidade.

Os dramas e desafios dos personagens começam nesse exato instante, chegando até mesmo a duvidar se realmente conseguirão sair vivos.

Cena da série Maniac (2018), do Netflix.

Ah, já adiantamos aos curiosos e ansiosos com a segunda temporada, já adiantamos que infelizmente (ou felizmente), não vai ter continuação! Em entrevista concedida ao The Hollywood Reporter, o showrunner Patrick Somerville explicou que ficou interessado pela história porque estava fascinado com a experiência de pessoas com traumas mentais e em como o diagnóstico pode mudar os rumos das vidas de determinadas pessoas, entretanto, respeito de uma continuação, Somerville foi categórico:

[Maniac] sempre foi planejada como uma série limitada, e eu acho que isso é outro motivo por que nós tivemos a liberdade de trazer um final mais esperançoso. Muitas vezes na televisão, você precisa jogar os personagens em situações estressantes perto do fim para conseguir comprar uma nova temporada, e nós não tínhamos que fazer isso. É uma grande quantidade de energia e de imaginação apenas para fazer uma nova série, então você precisa ter a sensação de querer segurá-la, porque há muita imaginação envolvida. Mas eu acho que parte do motivo por que Maniac teve aquela sensação de improviso ao longo caminho veio de saber que era apenas aquilo.

Trailer legendado da série, para quem quiser sentir um pouquinho:

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