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5 motivos porque precisamos falar (urgentemente) sobre gênero nas escolas.

Quando falamos que precisamos trabalhar urgentemente com gênero e sexualidade não estamos falando em destruir famílias, muito menos em apagar preceitos morais familiares. Precisamos unicamente apresentar uma diversidade de modos de ser e existir em nosso mundo – pertencente à espécie humana. É ensinar isso adentro dos normas científicos atuais, com contribuição técnica, científica, teórica que amparam a ideia de que a diversidade faz parte de nossa espécie. Abranger isso dentro destes campos de conhecimento é possibilitar que as pessoas, desde cedo e sempre, aprendam a respeitar e a lidar com esta diversidade.

Sabe-se que 97% dos estupros são cometidos por homens. A maioria deles não tem nenhuma doença ou condição mental que torne impossível controlar impulsos. Abusam porque se sentiram autorizados socialmente a fazê-lo. É com a educação sexual que se educa meninos para que não se tornem agentes de violência sexual pois ela possibilita discutir e repensar sobre a masculinidade vigente, que atualmente é pautada no controle, na agressividade e no abuso de poder.

Caroline Arcari em entrevista para jornal O GLOBO.

É importante lembrar que discutir sobre igualdade de gênero não é negar diferenças biológicas entre os homens e as mulheres. É justamente debater o quanto estas diferenças não desculpam as hierarquizações sociais impostas historicamente entre os sexos, biologicamente falando. E homens e mulheres: cis e trans, homo, bi ou heterossexuais – ou outros enquadramentos possíveis. É trazer à tona a realidade, mostrando o quanto a violência sexual e de gênero se relacionam, em uma cultura e sociedade que historicamente trata de modo diferente pessoas em função de seu gênero e vivência de sua sexualidade. E isso acontece desde que nascemos!

Seu objetivo advém da necessidade de desnaturalizar e historicizaras desigualdades entre homens e mulheres, analisadas, pois, como construções sociais, determinadas pelas relações e nas relações sociais. (…) O conceito de gênero veio também no sentido de analisar de maneira relacional a subordinação da mulher ao homem, ou seja, os estudos sobre as mulheres não deveriam apenas limitar-se á categoria mulher, mas esta deve sempre ser analisada de forma relacional ao homem.

Mirla Cisne, em Gênero, divisão sexual do trabalho e Serviço Social.

Debater estes conceitos dentro do âmbito científico na escola, traz uma maior noção de como somos constituídos – biologicamente e socialmente. Tal discussão nos dá condições de tomar decisões que dizem respeito à nossa saúde e bem-estar físico e mental. Isto é, aprender a lidar melhor com nosso corpo, a partir da compreensão de sua fisiologia, anatomia, metabolismo e de como isso interagem com a sociedade e a cultura em que vivemos.

Mas, e daí?

Organizando e juntando os conhecimentos das Ciências Biológicas com as Ciências Sociais não é desvirtuar valores familiares!

É, sim, dar subsídios para compreendermos a nossa espécie e nossa sociedade.

Fonte:

Gênero, divisão sexual do trabalho e Serviço Social, por Mirla Cisne.

Precisamos falar sobre gênero e sexualidade na escola? (Parte 1)(Parte 2)(Parte 3), (Parte 4), por Ana Arnt.

Pipo e Fifi e a luta pela prevenção de abuso sexual infantil

Pipo e Fifi é um premiado livro infantil da autora Caroline Arcari com a ilustradora Isabela Santos. Esse livrinho funciona como uma ferramenta de proteção, explicando às crianças, a partir dos 3 anos de idade, conceitos básicos sobre o corpo, sentimentos, convivência e trocas afetivas. De forma simples e descomplicada, ensina a diferenciar toques de amor de toques abusivos, apontando caminhos para o diálogo e a proteção. Você pode comprar o livro no site da Editora Caqui. Caso você queima mais informações, não deixe de conhecer o site oficial e a página do Facebook!

Conhecendo um pouco sobre a escritora e pedagoga Caroline

Caroline Arcari é uma das pessoais mais maravilhosas que conheci ao acaso pelas redes sociais. Pedagoga e educadora sexual, especialista em Educação Sexual pelo Centro de Sexologia de Brasília (CESEX) e mestre em Educação Sexual pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), e também ela é fundadora e atual presidente do Instituto CORES. Seu trabalho junto à instituição já formou mais de 20 mil educadores em diversos municípios brasileiros e seus projetos beneficiaram mais de 250 mil alunos da rede pública desde 2006. Atualmente mora em Petrópolis, é consultora e parceira do Programa Encontro com Fátima Bernardes e está escrevendo os próximos livros da coleção Pipo e Fifi: prevenção de abuso sexual infantil. Conheça mais sobre ela diretamente no seu site e não deixe de segui-la pelas redes sociais: Instagram e Facebook.

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