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5 dicas para evitar estupros.

Falar de cultura do estupro é falar da forma que a sociedade se organiza para justificar a violência contra a mulher. São normas, comportamentos e práticas sociais que permitem que esse tipo de violência aconteça e que, quando aconteça, a responsabilidade seja transferida do agressor para a vítima.
São várias práticas que legitimam e sustentam a desigualdade de poder. A violência sexual é quase a ponta final da escala, e tem outras mais sutis, mas que não deixam de ser violências. Cantadas e alguns comentários são práticas que têm como função lembrar a mulher qual é o lugar dela na sociedade, do que pode acontecer com ela se não se comportar de determinada maneira. É um lembrete à mulher de que o corpo dela é um objeto para a satisfação do homem, que ele tem o direito de a usufruir. E já que ela é um objeto, não precisa de consentimento. Pensar em combater a violência sexual é levar em consideração todos esses graus, desde os mais sutis aos mais graves.
“Independentemente do nosso comportamento e da nossa aparência, nada, absolutamente nada (nem que eu seja garota de programa, nem que eu seja promíscua, nem que eu esteja bêbada, nem que eu esteja sozinha com vários homens em um quarto), realmente nada vai justificar uma violência contra mim”, por Izabel Solyszko.

Fonte:

Arielle Sagrillo-Scarpati, doutoranda em psicologia forense na Universidade de Kent para a Revista Galileu.

Izabel Solyszko, doutora em Serviço Social pela UFRJ para a Revista Galileu.

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