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Precisamos falar da violência contra mulher em ambientes universitários.

A aproximadamente um mês atrás, uma estudante do Centro Universitário São Lucas foi violentada dentro da sala de aula depois de negar várias vezes as investidas do rapaz. O fato está sendo novamente encoberto pela instituição e a voz de milhares de mulheres estão novamente sendo silenciadas.

Entrar na universidade é o sonho da maioria dos estudantes e deveria significar o começo da vida profissional, em um ambiente cheio de aprendizado e extremamente acolhedor. Infelizmente sabemos que não é bem assim que ocorre. Segundo uma pesquisa realizada pelo Data Popular e o Instituto Avon em 2015, com universitários matriculados em cursos de graduação e pós-graduação, e os dados chegam a ser alarmantes e ao mesmo tempo fortalecem a cultura do estupro e contribuem na manutenção do machismo, não só no ambiente universitário, mas sim profissional.


*Caso você seja vítima de violência sexual, é necessário que vá até um hospital ou posto de saúde para tomar o anticoncepcional de emergência e um coquetel de antirretrovirais.

1) Busque a delegacia mais próxima e registre um Boletim de Ocorrência em até seis meses.

2) Procure a ouvidoria da universidade para abrir uma sindicância. Será aberto um processo administrativo para apurar o caso e uma sanção será definida com base no regimento da instituição.

3) A sindicância não deu em nada ou a universidade não seguiu com o processo administrativo? Dê início a uma ação cível indenizatória contra a universidade por omissão ou negligência.

4) Para dar continuidade ao processo penal, faça a representação em até seis meses. Inicie também uma ação cível indenizatória contra o agressor por danos morais e materiais. Essa ação terá o envolvimento de juiz, promotor e testemunhas.

Independentemente de qualquer escolha, converse com alguém. Um amigo, um familiar ou mesmo coletivos feministas das universidades, que têm experiência no acolhimento de vítimas de assédio.

O importante é não se deixar silenciar.

Dados:

Violência contra a mulher no ambiente universitário (Data Popular/Instituto Avon, 2015).

Como as universidades brasileiras abafam os casos de assédio sexual (Revista Galileu, 2016).

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